Júlia Zanatta

Zanatta aciona TCU contra contrato da Caixa com empresa de Eduardo Bueno.

Zanatta aciona TCU contra contrato da Caixa com empresa de Eduardo Bueno.

Deputada federal pede suspensão de acordo de R$ 3,27 milhões firmado sem licitação para livro comemorativo.

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) apresentou nesta 3ª feira (16.set.2025) representação ao TCU (Tribunal de Contas da União) contra contrato da Caixa Econômica Federal com a PEN Publicações Ltda., empresa do escritor Eduardo Bueno, no valor de R$ 3,27 milhões. Eis a íntegra (DOC – 159 kB).

A representação questiona a contratação direta, sem licitação, para produção de livro comemorativo dos 165 anos da Caixa e websérie documental, ambas com Eduardo Bueno como autor.

O documento afirma que a contratação viola princípios constitucionais da administração pública: legalidade, moralidade, economicidade e eficiência. Zanatta diz que o acordo desvia do interesse público primário e configura autopromoção com recursos federais.

O contrato, assinado em janeiro de 2025, estabelece atualização de 2 livros escritos por Bueno sobre a história da Caixa em 2002 e 2010. O projeto inclui versões em português e inglês, formato digital e websérie documental.

A Caixa justificou a dispensa de licitação pela Lei 9.610, que regula direitos autorais. Segundo a instituição, apenas o detentor dos direitos autorais pode revisar e ampliar a obra.

Eduardo Bueno está no meio de um episódio controverso a respeito da morte do ativista de direita Charlie Kirk (1993-2025), assassinado com um tiro no pescoço na semana passada. O historiador disse que é “terrível um ativista ser morto por ideias, exceto quando é Charlie Kirk“. Nas imagens, ele sorri e bate palmas.

O vídeo de Bueno foi criticado nas redes sociais, incluindo por deputados. O escritor então publicou outro vídeo em seu perfil no Instagram no sábado (13.set). Afirmou que havia cometido deslizes, mas que a retratação era seguida por um “rosário de poréns”.

No domingo, Bueno voltou a se manifestar. Declarou que errou na forma ao falar sobre a morte de uma “figura horrorosa e desprezível”, negou ter celebrado a morte de Kirk e voltou a criticá-lo.

“Eu não festejei o assassinato dele e nem louvei o assassino. O que eu quis dizer, e digo de novo porque acredito nisso e repito: o mundo fica melhor sem determinadas pessoas. E o mundo, na minha opinião, ficou melhor sem a presença desse cara. O problema é que eu disse isso no dia da morte dele […], e o tom, a forma, foram totalmente inapropriados. Admito isso, plenamente”, disse.

Matéria de: Poder 360

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