Júlia Zanatta

Júlia Zanatta: “A esquerda usou minha filha para me atacar”

Júlia Zanatta: “A esquerda usou minha filha para me atacar”

Deputada do PL-SC afirma que pedido de representação contra ela é perseguição política.

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) criticou os pedidos de suspensão e de cassação de seu mandato apresentados pelo PT e pela Rede Sustentabilidade. Segundo a parlamentar, as representações são injustas e desviam a Câmara do assunto principal, que deveria ser o foco do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB): a anistia dos envolvidos nos atos do 8 de janeiro.

“Os pedidos de representação contra mim, de suspensão e até cassação do meu mandato, foram feitos pelo PT, assinado pelo Lindbergh Farias, e também pelo namorado da Fátima Bernardes, o deputado Túlio Gadelha”, relata a parlamentar, em entrevista ao programa Oeste com Elas.

“O motivo é literalmente porque eu estava com a minha bebê no colo”, continuou “Chamaram até conselho tutelar. O que eles querem mesmo é que os filhos não pertençam aos pais, mas ao Estado. (…) A esquerda sempre fala que defende as mulheres, que a mulher que consegue conciliar maternidade e trabalho é lindo, mas só se forem as mulheres do lado deles.”

A deputada nega o uso da filha como “escudo” ou mesmo com motivação política. Ela explica que levou a bebê de colo para o plenário por um motivo simples: “Eu tenho de estar com a minha filha, porque ela está em amamentação exclusiva.” Por isso, Júlia também classificou as críticas como emblemáticas por ocorrerem durante o “agosto dourado”, mês de incentivo à amamentação.

Motta encaminhou representação contra 14 deputados da oposição

Motta encaminhou à Corregedoria parlamentar 14 representações contra deputados de oposição que participaram de protestos e obstruções no plenário nos dias 5 e 6 de agosto, em ato contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre eles está o nome de Júlia Zanatta.

“É um absurdo esse pedido de suspensão, porque fizemos uma obstrução pacífica e ordeira” continuou Júlia. “Eu espero que isso não prospere, porque não é justo. Já existiram outros episódios [de obstrução], e ninguém da esquerda foi punido.”

Segundo o regimento interno, a Corregedoria tem 48 horas para apresentar um parecer à Mesa Diretora, que pode decidir pelo arquivamento ou pelo envio dos casos ao Conselho de Ética. É lá que pode ser aberto o procedimento que leve à suspensão do mandato por até seis meses.

Zanatta critica a condução do caso

A deputada também criticou Motta por não ter incluído na lista final de representações a deputada Camila Jara (PT-MS), que agrediu o colega Nikolas Ferreira (PL-MG). “O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), já encaminhou o pedido de uma representação contra a Camila Jara disse. “Mas Hugo Motta enviou 14 para Corregedoria e nenhum, desses nomes é dela. Ele só mandou os nomes da oposição.”

Apesar disso, Júlia declarou que repetiria sua atuação no plenário. “Não é uma ameaça de perder meu mandato que vai me parar”, afirmou.

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